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SP promove o Butantan em campanha para driblar resistência à Coronavac

Por Deyvid Wilker em 01/12/2020 às 14:18:33

 

A campanha, composta por um filme de 1 minuto em redes sociais que ser√° veiculado, por R$ 15 milh√Ķes, em hor√°rio nobre na TV aberta, n√£o pode citar a Coronavac diretamente porque ela n√£o est√° registrada.

Nele, é lembrada a história do órg√£o, que atuou na pandemia da gripe espanhola de 1918 e 1919, e apresentado o slogan: “Se é do Butantan, eu confio”, dito por infectologistas de renome, como David Uip.

Dois sinais de alerta preocupam as autoridades paulistas. Conforme mostrou o Datafolha no mês passado, caiu a porcentagem de brasileiros de quatro capitais que querem tomar uma vacina contra o novo coronavírus – em S√£o Paulo, s√£o ainda expressivos 72%, mas uma queda ante levantamentos passados.

O presidente Jair Bolsonaro é visto como um dos respons√°veis por isso, dada sua campanha retórica contra a obrigatoriedade de vacina√ß√£o e as repetidas vezes em que colocou em dúvida a eventual aplica√ß√£o do imunizante chinês.

Isso tudo decorre de sua disputa política com o governador paulista, Jo√£o Doria (PSDB). Ambos se enfrentam acerca do manejo da pandemia desde o come√ßo da crise, e como o tucano fez uma aposta alta na vacina própria no estado, Bolsonaro voltou suas baterias contra o tema.

A situa√ß√£o escalou quando a Agência Nacional de Vigil√Ęncia Sanit√°ria suspendeu brevemente os estudos da Coronavac porque um volunt√°rio havia se suicidado, sem avisar o Butantan. Bolsonaro comemorou em redes sociais o fato como uma vitória pessoal.

O outro sinal de alerta, e essa é também a fun√ß√£o da campanha, foi a queda de cobertura em campanhas de multivacina√ß√£o e imuniza√ß√£o contra a poliomielite. Menos da metade das crian√ßas de 0 a 5 anos foram imunizadas contra a pólio, e o estado teve de estender o período de aplica√ß√£o em novembro.

A quest√£o é séria e assustou mesmo o Ministério da Saúde de Bolsonaro. O órg√£o afirmou que ir√° fazer uma campanha neste mês justamente para esclarecer a popula√ß√£o acerca da efic√°cia das vacinas que vierem a ter seu registro aprovado.

O governo federal tem um acordo de produ√ß√£o na Fiocruz, no Rio, da vacina brit√Ęnica da AstraZeneca/Universidade de Oxford, e faz parte da iniciativa da Organiza√ß√£o Mundial de Saúde para distribui√ß√£o de imunizantes.

Só que dúvidas acerca do grau de efic√°cia do f√°rmaco de Oxford, decorrentes de um erro nos estudos preliminares divulgados na semana passada, obrigaram o imunizante a passar por mais estudos – o que deve atrasar seu registro.

A Coronavac, por sua vez, parece estar próximo do pedido de registro. O imunizante se mostrou seguro e provocou resposta imune em testes preliminares na China.

No Brasil, onde o Butantan é o patrocinador do estudo com mais de 10 mil volunt√°rios, a expectativa é que dados sobre a efic√°cia estejam prontos na semana que vem. Na quinta, devem ser desembarcados insumos chineses para a formula√ß√£o de 1,2 milh√£o de doses em S√£o Paulo.

Elas fazem parte de um lote que prevê 40 milh√Ķes de doses formuladas no Butantan, que est√° recebendo 6 milh√Ķes de doses prontas também. S√£o necess√°rias duas doses por pessoa. A ideia é, assim, ter vacina para imunizar metade da popula√ß√£o paulista a partir de janeiro, e toda sua totalidade no primeiro semestre.

Enquanto isso, o Butantan está construindo uma fábrica para iniciar a produção da vacina em São Paulo, o que deve ocorrer em meados do ano que vem se a Coronavac for mesmo eficaz.

Com os problemas de Oxford e a quest√£o da baixíssima temperatura necess√°ria para conservar o imunizante da Pfizer (70 graus negativos), a Coronavac est√° mais bem posicionada para eventualmente ser aplicada no país, mas o Ministério da Saúde n√£o a incluiu na sua carta inicial de inten√ß√£o de compras.

Nesse sentido, a campanha de TV do governo Doria deixa um recado ao final: “É de S√£o Paulo, é do Brasil”, acerca de vacinas do Butantan.

Isso, contudo, foi antes das novas realidades serem colocadas. A russa Sputnik V também est√° no p√°reo para produ√ß√£o local, num acordo de Moscou com o estado do Paran√°, e est√° com documenta√ß√£o sob an√°lise na Anvisa.

A Bahia também comprou doses dela, que come√ßou a ser aplicada em civis num hospital ao sul de Moscou.

Fonte: Banda B

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