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BC vê 'retomada robusta' da economia no 2º semestre com vacinação e indica alta no juro

Por Redação em 11/05/2021 às 08:41:12

Informações constam na ata da última reunião do Copom, realizada na semana passada, quando a taxa básica de juros da economia avançou para 3,5% ao ano. BC sinalizou que taxa Selic deve subir para 4,25% ao ano em meados de junho. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central avaliou nesta terça-feira (11) que a despeito da intensidade da segunda onda da pandemia ter sido maior que a esperada, o segundo semestre do ano deve mostrar uma "retomada robusta da atividade, na medida em que os efeitos da vacinação sejam sentidos de forma mais abrangente".

A informação consta na ata de sua última reunião, realizada na semana passada, quando a taxa básica de juros da economia avançou de 2,75% para 3,5% ao ano por conta das pressões inflacionárias.

De acordo com o BC, a pandemia produziu efeitos heterogêneos sobre os setores econômicos. "Enquanto o setor de bens opera com baixa ociosidade, o setor de serviços mostra dificuldades para se recuperar", avaliou.

O Copom avaliou, ainda, que os dados de atividade e do mercado de trabalho formal sugerem que a "ociosidade da economia como um todo se reduziu mais rapidamente que o previsto, apesar do aumento da taxa do desemprego".

Em março, o Banco Central estimou um alta de 3,6% para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Para o mercado financeiro, a expansão da economia será de 3,21% neste ano.

Inflação e juros

Na ata do Copom, o Banco Central indicou que deverá elevar a taxa básica de juros da economia, em meados de junho, na "mesma magnitude" da última decisão, ou seja, em 0,75 ponto percentual "caso não haja mudança nos condicionantes de inflação". Com isso, a taxa passaria de 3,5% para 4,25% ao ano.

O Copom fixa a taxa básica de juros com base no sistema de metas de inflação, fixadas pelo Conselho Monetário Nacional.

Para 2021, a meta central é de 3,75%. Pelo sistema de metas, a meta será considerada cumprida se ficar entre 2,25% e 5,25% em 2021.

Para o ano que vem, a meta central de inflação é de 3,50% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2% a 5%. Neste momento, o BC já está fixando a taxa básica com base na meta de inflação para 2022, uma vez que as decisões sobre o juro demoram de seis a nove meses para terem impacto pleno na economia.

Os analistas das instituições financeiras estimam que a taxa subirá mais nos próximos meses, atingindo 5,5% no fim de 2021, e 6,25% no fim de 2022.

Economistas avaliam que a alta recente da inflação está relacionada com o aumento dos preços dos alimentos, combustíveis e do dólar, que torna os insumos e os produtos importados mais caros.

"Com exceção do petróleo, os preços internacionais das 'commodities' continuaram em elevação, com impacto sobre as projeções de preços de alimentos e bens industriais. Além disso, a transição para patamares mais elevados de bandeira tarifária de energia elétrica deve manter a inflação pressionada no curto prazo. O Comitê mantém o diagnóstico de que os choques atuais são temporários, mas segue atento à sua evolução", informou o Banco Central.

O BC estimou, com base nas projeções do mercado para câmbio e juros, que a inflação ficará em torno 5,1% para 2021 e de 3,4% para 2022.

Fonte: G1

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