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União Europeia e Reino Unido abrem investigações contra Facebook por uso de dados de publicidade

Essa é a primeira investigação formal antitruste do bloco contra a rede social. Imagem de celular com o logo do Facebook.AP Photo/Jenny Kane, FileA União Europeia e o...

Por Redação em 08/06/2021 às 07:34:40

Essa é a primeira investigação formal antitruste do bloco contra a rede social. Imagem de celular com o logo do Facebook.

AP Photo/Jenny Kane, File

A União Europeia e o Reino Unido anunciaram, na última sexta-feira (4), a abertura de investigações para determinar se o Facebook viola as normas de concorrência sobre o uso de dados coletados por publicidade para fortalecer indevidamente sua posição no mercado.

A comissária europeia para a Concorrência, Margrethe Vestager, afirmou em um comunicado em Bruxelas que analisará "detalhadamente se essa informação dá ao Facebook uma vantagem competitiva indevida", especialmente no segmento de anúncios publicitários realizados por terceiros.

"O Facebook é usado por quase 3 bilhões de pessoas todo mês, e quase sete milhões de empresas publicam anúncios no Facebook. Sendo assim, o Facebook recebe enormes quantidades de dados das atividades de usuários de suas redes sociais, e isso permite que se dirija especificamente a grupos de usuários", disse Vestager.

SAIBA MAIS: Facebook é alvo de processos nos EUA por monopólio nas redes sociais

O foco da investigação no bloco europeu e no Reino Unido é saber se os dados de usuários que compram e vendem pelo Facebook Marketplace são utilizados para obter vantagem sobre os concorrentes no segmento de anúncios na web.

Lançado em 2016, o Facebook Marketplace é usado em 70 países para compra e venda de produtos, inclusive no Brasil.

As autoridades querem saber se há cruzamentos de informação das pessoas para identificar suas preferências e, assim, direcionar anúncios para esses usuários, competindo indevidamente com outros anunciantes que não têm acesso a essas informações.

"Na economia digital atual, a informação não deve ser usada de formas que distorçam a concorrência", acrescentou Vestager.

Vantagens indevidas

Em seu comunicado, a Comissão Europeia disse que analisará "se a posição do Facebook nas redes sociais e a publicidade online permitem que afete a concorrência em mercados vizinhos, onde o Facebook também está ativo graças à sua rede social, e particularmente nos anúncios on-line".

O executivo do bloco realizou uma "investigação preliminar" e como consequência "está preocupado se o Facebook pode distorcer a concorrência de serviços de anúncios classificados online".

A relação entre o espaço Marketplace e os dados coletados pelo Facebook poderia ser contrária às normas europeias de concorrência.

Simultaneamente, a Autoridade para Concorrência e Mercados (CMA) britânica anunciou a abertura de uma investigação independente contra o Facebook, focada precisamente na mesma questão.

A investigação britânica se propõe a verificar "se o Facebook obteve uma vantagem injusta sobre os concorrentes ao fornecer serviços de anúncios classificados online e busca de casais amorosos, pela forma em que acumula e utiliza certas informações".

"Pretendemos investigar profundamente o uso que o Facebook faz da informação recebida para verificar se suas práticas empresariais lhe garantem uma vantagem injusta", disse Andrea Coscelli, da CMA.

Um porta-voz do Facebook afirmou que a empresa "continuará cooperando plenamente com as investigações, para provar que elas não têm mérito".

"Desenvolvemos todo tipo de novos e melhores serviços para satisfazer as demandas das pessoas que usam o Facebook", afirmou o porta-voz.

Esses serviços "oferecem aos usuários mais opções" e operam "em um ambiente altamente competitivo", acrescentou.

Fonte: G1

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