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Reservatórios de hidrelétricas devem atingir em novembro menor nível em 20 anos, diz ONS

Por Redação em 20/06/2021 às 09:02:30

Reservatórios de Sudeste e Centro-Oeste respondem por 70% da energia produzida no país. Operador Nacional do Sistema vê situa√ß√£o 'preocupante', mas afasta risco de apag√£o em 2021. Mesmo com as medidas para evitar racionamento, os reservatórios das hidrelétricas do Sudeste e do Centro-Oeste devem terminar o ano em uma situa√ß√£o “preocupante”, embora suficiente, segundo avalia√ß√£o do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), para assegurar o fornecimento de energia em 2021.

Os reservatórios do Sudeste e do Centro-Oeste s√£o respons√°veis por cerca de 70% de toda a energia produzida no país.

Segundo o diretor-geral do ONS, Luiz Carlos Ciocchi, esses reservatórios devem chegar a novembro com 10,3% da capacidade — isso se o plano de a√ß√Ķes desenhado pelo governo e órg√£os do setor for bem-sucedido. Ser√° o menor nível mensal em 20 anos.

Caso as a√ß√Ķes n√£o surtam efeito, o nível dos reservatórios pode cair para 7,5% — percentual em que o sistema de gera√ß√£o de energia entraria em colapso (saiba quais s√£o as a√ß√Ķes mais abaixo).

“Com as a√ß√Ķes que propomos e estamos realizando, a gente consegue chegar em 10,3% [de armazenamento], que ainda é um nível preocupante, mas que nós n√£o teremos nenhum problema de energia ou de potência ao final de novembro de 2021”, afirmou Ciocchi durante audiência pública na C√Ęmara dos Deputados nesta semana.

Atualmente, os reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste est√£o com apenas 30% da capacidade para enfrentar os próximos meses, que ser√£o de seca nessas regi√Ķes. O baixo volume é reflexo do menor nível de chuvas dos últimos 91 anos.

J√° para garantir o fornecimento de energia em dezembro e em 2022, o ONS conta com o período chuvoso para encher os reservatórios, além de outras medidas.

“A gente espera que nessa data [novembro de 2021], a esta√ß√£o chuvosa deste ano j√° tenha chegado e a situa√ß√£o seja amenizada”, afirmou.

Normalmente, o período chuvoso vai de meados de outubro até abril, mas nos últimos anos tem acontecido um prolongamento do período seco.

Hidrelétricas diminuem a vaz√£o para poupar √°gua nos reservatórios do Paran√°

A√ß√Ķes

O governo e os órg√£os do setor elétrico têm adotado uma série de medidas a fim de preservar os níveis dos reservatórios até o início do período chuvoso. O objetivo é afastar o risco de racionamento e apag√£o.

Até o momento, o governo ou as agências reguladoras j√° adotaram as seguintes medidas:

autoriza√ß√£o do acionamento de usinas termelétricas adicionais;

edi√ß√£o de decreto que regulamenta a realiza√ß√£o de leil√Ķes para contratar usinas “reservas” de gera√ß√£o de energia;

amplia√ß√£o da possibilidade de acionamento de usinas termelétricas sem contrato vigente de comercializa√ß√£o de energia;

autorização para importação de energia da Argentina e do Uruguai;

emiss√£o de alerta de emergência hídrica na regi√£o da Bacia do Paran√°, que abrange os estados de Minas Gerais, Goi√°s, Mato Grosso do Sul, S√£o Paulo e Paran√°;

flexibiliza√ß√£o das opera√ß√Ķes de alguns reservatórios;

restrição do uso da água de algumas bacias hidrográficas; e

aplica√ß√£o em junho às contas de luz da bandeira mais cara do sistema, chamada "vermelha patamar dois". Essa bandeira representa uma cobran√ßa adicional de R$ 6,24 para cada 100 kWh de energia consumidos.

O governo ou as agências também estudam:

publicar medida provisória que concentra poderes no Ministério de Minas e Energia para adotar rapidamente medidas a fim de garantir o fornecimento de energia;

programa volunt√°rio para que as indústrias que consomem muita energia desloquem sua produ√ß√£o para fora do hor√°rio de pico do sistema elétrico (das 18h às 21h). As indústrias receberiam uma compensa√ß√£o caso aderissem ao programa;

reajuste das bandeiras tarif√°rias aplicadas às contas de luz. No caso da bandeira “vermelha patamar dois”, o aumento seria superior a 20%. A tendência é que essa bandeira vigore até novembro; e

campanha de incentivo ao uso racional de energia e da √°gua.

“As solu√ß√Ķes de curto prazo têm caminhado bastante bem, est√£o sendo implementadas, e com isso nós reiteramos que para o ano de 2021 n√£o existe previs√£o de racionamento, apag√£o, nenhuma dessas consequências negativas”, afirmou Luiz Carlos Ciocchi, diretor-geral do ONS.

O Operador do Sistema Elétrico defende, ainda, a paralisa√ß√£o da hidrovia Tietê-Paran√°, aumento da importa√ß√£o e da gera√ß√£o de energia e antecipa√ß√£o das obras de linhas de transmiss√£o, entre outras medidas.

“Com a entrada de mais gera√ß√£o j√° planejada e de alguns refor√ßos nas linhas de transmiss√£o também j√° planejados, acreditamos que temos condi√ß√Ķes de atravessar também o ano de 2022”, afirmou Ciocchi.

Fonte: G1

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