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Defensores de remédios ineficazes contra Covid conseguem mais interações no Twitter com menos perfis

Por Cidade em Foco.net em 02/09/2021 às 19:02:59

Estudo da FGV conclui que posts com mais men√ß√Ķes, respostas ou retuítes sobre o tema propagaram 'pseudociência', citando sites anônimos que s√£o alvos recorrentes de desmentidos e invalidados pela comunidade científica. Ícone do Twitter, em smartphone

Thomas White/Reuters

Defensores de remédios ineficazes contra Covid conseguiram mais intera√ß√Ķes no Twitter com menos perfis, em compara√ß√£o com médicos, cientistas e outros grupos que repudiaram essas afirma√ß√Ķes, concluiu um estudo da Funda√ß√£o Getúlio Vargas (FGV).

A Diretoria de An√°lise de Políticas Públicas (DAPP) coletou 3,3 milh√Ķes de posts na plataforma entre 1¬ļ de maio e 30 de junho deste ano. Foram avaliadas publica√ß√Ķes que buscaram apelar à ciência para argumentar sobre a Covid, contendo mensagens sobre ades√£o ou crítica a medidas protetivas, aplica√ß√£o ou n√£o de vacinas e grau de periculosidade do vírus, entre outros temas.

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O montante foi dividido em 4 grupos. O que mais obteve intera√ß√Ķes (men√ß√Ķes, respostas e retuítes) na rede social, segundo o DAPP, foi aquele composto por usu√°rios alinhados ao campo da direita conservadora e que defenderam remédios ineficazes para o tratamento da doen√ßa.

O link mais duradouro observado em todo o estudo tinha este tema e circulou por 159 dias. O tempo de vida médio dos links em circula√ß√£o sobre o assunto é de 100 horas, segundo a pesquisa. Neste grupo, a média subiu para 250 horas.

O grupo n√£o era, no entanto, o que reunia mais contas entre os 4 analisados, sendo respons√°vel por 21,5% dos perfis envolvidos na pesquisa. Mas obteve até 150% mais intera√ß√Ķes do que os outros.

O relatório apontou ainda que, entre os 10 links mais duradouros avaliados no estudo, somente os posts de usu√°rios que defendiam os remédios ineficazes contra Covid continham URLs controversas "e que propagam pseudociência".

S√£o sites anônimos que s√£o alvos recorrentes de desmentidos e invalidados pela comunidade científica, observou a FGV.

O maior número de perfis analisados (29,6%) era do grupo composto por profissionais de saúde, cientistas e autoridades sanit√°rias, que destacaram a falta de comprova√ß√£o desses tratamentos. Mas eles conseguiram ser apenas o terceiro grupo com mais intera√ß√Ķes entre os avaliados.

A segunda melhor performance em termos de interatividade foi a do grupo formado, segundo a FGV, pelo campo da esquerda, com críticas dirigidas ao governo federal, que respondeu por 24,9% dos perfis.

Em quarto ficou o grupo dos epidemiologistas, jornalistas e associa√ß√Ķes de infectologia, com posts também críticos à condu√ß√£o da pandemia pelo governo de Jair Bolsonaro. Eles reuniram 9,5% dos perfis analisados na pesquisa.

Fonte: G1

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