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Entenda como pane no WhatsApp afeta mais de 175 mil restaurantes que recebem pedidos via cardápio digital no Brasil

Por Cidade em Foco.net em 04/10/2021 às 19:14:39

Negociação com fornecedores de ingredientes e até comunicação do cardápio da semana também foram afetadas pela pane nas redes sociais nesta segunda (4). Com excesso de ligações, restaurantes não conseguiram manter linhas de telefone livres. Pratos do Mesa III, da chef Ana Soares, em São Paulo, restaurante que foi afetado pela pane do WhatsApp nesta segunda-feira (4)

Lucas Terribili/Mar Aberto

A indisponibilidade do WhatsApp afetou restaurantes, padarias e lanchonetes nesta segunda-feira (4). Pelo menos 175 mil estabelecimentos - a maior parte deles, em São Paulo - usam uma plataforma de delivery integrada com o WhatsApp para receber pedidos de delivery sem taxas ou comissões. Nesta segunda-feira, eles ficaram sem conseguir receber novos pedidos no sistema devido à pane nas redes que pertencem ao Facebook.

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Com mais de 175 mil clientes em 2.700 cidades, a startup Goomer tem como carro-chefe um serviço chamado GoomerGo, que cria cardápios digitais para os restaurantes. Por meio desses cardápios, o cliente faz sua seleção de produtos para entrega, cadastra seu endereço, e é então direcionado para o WhatsApp do restaurante para concluir a compra. No entanto, nesta segunda, esta última etapa não podia ser finalizada.

Além do WhatsApp, muitos restaurantes utilizam também aplicativos de entrega de comida, mas as altas taxas cobradas pelas plataformas fazem com que a venda pelo aplicativo de mensagens seja a preferida pela maioria dos estabelecimentos.

A padaria Fabrique, que tem três endereços na Zona Oeste da cidade de São Paulo, é um dos comércios que usa o GoomerGo para receber seus pedidos de delivery. Nesta segunda, com a pane do WhatsApp, os pedidos para entrega tiveram que ser feitos por telefone, mas a linha fixa ficou congestionada com tantas ligações, o que impossibilitou que alguns clientes concluíssem a compra.

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Para evitar esse tipo de situação, o consultor Lucas Terribili, dono de uma agência de comunicação que assessora restaurantes na capital, orientou que seus clientes deixem um funcionário responsável para tirar dúvidas por telefone enquanto a pane não for solucionada.

"A gente conversou para que tenha sempre alguém de plantão no telefone hoje, porque acaba sendo o único canal possível", explica Terribili.

Movimentação de pessoas em restaurantes na região da Vila Olímpia, na zona sul de São Paulo (SP)

ANDRÉ RIBEIRO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A empresária Ana Soares, que tem um serviço de entrega de comida pronta chamado Mesa III Portinhola em São Paulo, conta que houve um aumento no número de pedidos em outros canais.

"Felizmente, nosso serviço de delivery está hoje dividido em três canais de venda: iFood, Rappi e pelo WhatsApp. Sem pedidos por WhatsApp, notamos um aumento de pedidos nas outras plataformas, o que compensou eventuais perdas”, disse a empresária.

No entanto, a queda nas redes Facebook e Instagram afetou a comunicação do cardápio do restaurante da empresária.

“Nós usamos o Instagram e o Facebook para comunicar o menu da semana da Portinhola aos clientes, composto por receitas que são favoritas na Mesa III Rotisseria. Com as plataformas fora do ar, recebemos algumas ligações pedindo informações”, conta Soares.

Para Cinthia Lacerda, gerente de operações do restaurante Le Jazz Brasserie, que tem quatro lojas em São Paulo, o maior impacto ocorreu na relação com os fornecedores, que não puderem combinar as entregas previstas.

"O principal impacto que sentimos foi em relação aos fornecedores. Hoje é o dia em que nossas lojas fazem as compras da semana, e a comunicação entre elas e as equipes de fornecedores ficou bem comprometida. Esperamos que se normalize até o fim do dia para seguirmos com a programação habitual”, conta Lacerda.

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Fonte: G1

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