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Veja frases de Paulo Guedes em coletiva sobre teto de gastos

Por Cidade em Foco.net em 22/10/2021 às 16:32:09

Ministro da Economia se pronunciou depois de reconhecer o 'furo' no teto de gastos que desencadeou uma crise no mercado financeiro, causando uma disparada do dólar e queda na bolsa de valores. Paulo Guedes fala ao lado de Bolsonaro no Ministério da Economia

REUTERS/Ueslei Marcelino

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, fizeram um pronunciamento à imprensa nesta sexta-feira (22) em meio ao avanço da proposta do governo de alterar a regra do teto de gastos públicos para gastar mais com o programa social Auxílio Brasil.

O "furo" no teto de gastos desencadeou uma crise no mercado financeiro, causando uma disparada do dólar e queda na bolsa de valores. A desorganização fooi intensificada depois que quatro secretários de Guedes pedirem demissão, alegando motivos pessoais.

As declarações foram dadas após uma visita de Bolsonaro ao Ministério da Economia. O presidente disse que governo não fará "nenhuma aventura" na economia e que tem "confiança absoluta" em Guedes. Em seguida, Guedes se pronunciou e respondeu perguntas dos jornalistas.

Abaixo, as principais frases do ministro.

"O Brasil tem tudo para retomar crescimento, R$ 500 bilhões de investimentos já contratados. O Brasil vai crescer mais que as previsões para o ano que vem, bem mais que as previsões que estão sendo feitas."

"Enquanto faço isso lá fora [viagem aos EUA], naturalmente a política começa a sacudir e o dinheiro dos mais frágeis... Estamos sem IR, precisa tirar dinheiro de algum lugar. E se for R$ 400, tira do teto... A balança começa a barulheira e tem briga entre a ala política e econômica."

"Tem essa sutileza: como não há fonte permanente – permanente eram os R$ 300 que cabem dentro do teto –, mas como não há fonte permanente e IR não andou, o governo não podia ficar parado. Não vou deixar de assistir os mais frágeis. A solução tecnicamente correta não funcionou e a situação dos mais frágeis piorou."

"Inclusive, os nossos secretários que pediram para sair, é natural. O jovem é secretário do Tesouro, está tomando conta lá do Tesouro, o outro é secretário da Fazenda, tomando conta da Fazenda, eles querem que [o auxílio mensal] fique no R$ 300, que fique dentro do teto. A ala política, naturalmente, olhando para fragilidades dos mais vulneráveis, diz 'olha, nós precisamos gastar um pouco mais'. Tem que haver uma linha de equilíbrio aí."

"Estou nomeando alguém com muita formação, muita experiência para o lugar do antigo secretário especial do Tesouro e Orçamento, que era o Funchal. Sai o Funchal e entra o André Esteves. O André Colnago, o André Colnago. É porque, é porque, é o André Esteves Colnago. Ele é Esteves Colnago. Ele não tem o André, né?"

Reportagem em atualização.

Fonte: G1

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