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Heinze chama de 'absurdo' indiciamento em relatório da CPI da Covid

Por Cidade em Foco.net em 26/10/2021 às 17:14:21

Relator da comissão aceitou sugestão de senador para incluir gaúcho entre os 81 indiciados. Luis Carlos Heinze (PP-RS) defendeu tratamentos ineficazes para pacientes com coronavírus. Senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) em pronunciamento à CPI da Covid

Edilson Rodrigues/Agência Senado

O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) disse considerar um "absurdo" a inclusão de seu nome na lista de indiciados da CPI da Covid. A ação se deu nesta terça-feira (26), após sugestão do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) ao relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL).

Ao g1, o político gaúcho afirmou que irá imprimir 284 pesquisas que alega comprovarem suas ideias, como a defesa da cloroquina e do chamado "tratamento precoce" de pacientes com Covid (já cientificamente comprovado como ineficazes contra o coronavírus), e entregar para a CPI. Esses estudos estão em um relatório paralelo feito pelo parlamentar.

"Absurdo. Eu tenho direito a falar. Eu não estou só falando, estou comprovando", afirmou.

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Estudos mostram que medicamentos como hidroxicloroquina/cloroquina, ivermectina e azitromicina, incluídos no chamado "kit Covid", não possuem eficácia científica comprovada contra a Covid. A Organização Mundial da Saúde (OMS), o Ministério da Saúde e entidades de classe como Associação Médica Brasileira são contrários ao uso desses remédios no atendimento de pacientes com coronavírus.

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Ao ser incluído na lista, Heinze se torna o 81º indiciado, ao lado de outras 78 pessoas e duas empresas. Ao justificar o indiciamento do senador, Renan Calheiros afirmou que o colega foi reincidente na apresentação de informações falsas.

"Pela maneira como, apesar das advertências, o senador Heinze reincidiu aqui todos os dias, apresentando estudos falsos, logo negados pela ciência, e pela maneira como incitou o crime em todos os momentos, eu queria nesta última sessão, dar um presente a vossa excelência. Vossa excelência será o 81º indiciado dessa CPI", disse Renan.

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O senador Alessandro Vieira, eleito por Sergipe, mas natural do RS, observou que as opiniões de Heinze repercutem entre o eleitorado gaúcho. Veja vídeo abaixo.

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O parlamentar rebateu o comentário, dizendo não estar "espalhando fake news". Ao ser questionado se acredita que a lista de indiciados será aceita pela CPI, Luis Carlos Heinze afirmou que "a decisão é deles", em referência aos demais senadores integrantes da comissão.

"É um absurdo, mas vou me defender", comentou ao g1.

Luis Carlos Heinze assumiu uma vaga na CPI da Covid após a nomeação do titular, Ciro Nogueira (PP-PI), como ministro da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro (sem partido). Nas sessões da comissão, o senador do RS demonstrou seu alinhamento com o governo, fazendo a defesa de pautas do Palácio do Planalto no combate à pandemia.

Além da defesa da cloroquina, Heinze sustentou outras posições consideradas equivocadas pela ciência. O senador do PP levantou dúvidas, por exemplo, sobre a origem do novo coronavírus e afirmou que a CPI ignorou indícios de que a proliferação da Covid-19 pudesse estar associada a um suposto "terrorismo biológico".

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Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ); senador Luis Carlos Heinze (PP-RS).

Jefferson Rudy/Agência Senado

Quem é Heinze?

Luis Carlos Heinze tem 70 anos e nasceu em Candelária, cidade do Vale do Rio Parto a 180 km de Porto Alegre. Prefeito de São Borja, no Noroeste do RS, entre 1993 e 1996, o político foi deputado federal entre 1999 e 2019.

Um vídeo do então deputado, gravado em 2013, repercutiu nas redes sociais em 2014. Em um discurso para apoiadores, Henize disse que o governo da presidente Dilma Rousseff (PT) tinha "aninhados quilombolas, índios, gays, lésbicas, tudo que não presta". Veja vídeo abaixo.

Heinze foi eleito senador pelo Rio Grande do Sul em 2018, com 2,3 milhões de votos (quase 22%).

Antes daquela disputa, o político foi lançado pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul pelo PP. A candidatura foi abandonada após o partido anunciar apoio a Eduardo Leite (PSDB), que acabou eleito. Para 2022, o PP lançou novamente o senador como pré-candidato ao governo do RS.

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Fonte: G1

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